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Conversas de um gajo sem interesse!!


26
Ago10

Continued…

 

A única explicação que encontro é que esse desejo andou perdido durante três anos na porta ao lado. Tapado por uma falta de desejo mútuo. Tu reencontraste-o com a minha passagem, mesmo frente ao teu portão. E soubeste-me tentar nessa paixão proibida.

 

A pergunta que se colocava era: E agora? Nós? Ou ainda o tu, eu e ela? Esta questão começava a vir ao de cima naquele momento delicioso. Tive de sair, tinha de ir para casa. Beijei-te, e fui-me embora saindo pelo mesmo portão por onde tinha entrado.

 

Pelo caminho ia saboreando cada momento, cada gesto que ocorreu naquele espaço. Pareceu uma eternidade mas que soube a pouco. Ia desejando voltar para repetir tudo, uma vez mais, várias vezes mais!

Enviei-te uma sms, no dia seguinte. Estava a ainda presente as marcas, o cheiro e o sabor do teu corpo. Que noite fora aquela? Respondeste-me desejando estar comigo, ao pé de um sítio que sempre nos fazia bem, desde a nossa adolescência, tu querias ir até ao pé do mar. Era essa a tua vontade.

 

Querias recordar-te do passado, mas eu saberia mudar-te dos pensamentos envelhecidos. Traríamos felicidade? Talvez, mas o presente, aqueles momentos mais frescos eram bastante melhores que os anos que passaram. Esses ficaram-nos na memória e assim devem ficar.

 

Encontro marcado, uma noite estrelada, lua cheia que nos iluminava naquele canto que tu tanto gostavas, mesmo ao pé dos rochedos. Ambos gostávamos de começar a nossa caminhada por aquele sítio. Tínhamos tempo, sempre tivemos. E nem aquele ar fresco e a maresia nos impediram de continuar. Começamos a falar das coisas que na noite anterior se tinham desenrolado. Riamo-nos das coisas que íamos dizendo, e os nossos olhares cruzavam-se intimamente.

 

Mas havia uma coisa que faltava ali: as nossas mãos não se juntaram ainda. Paramos numa esplanada, deserta, só nossa. Ficamos mais uns minutos ali a conversar, sozinhos sobre a luz de um candeeiro. Num gesto único colocaste a tua mão sobre a minha. Adorei aquele momento e fiquei olhar para ti compenetrado no brilho dos teus olhos. Perguntaste-me quais eram os meus sonhos. Ser feliz, foi a minha reposta. Retorquiste com mais uma pergunta: “com quem eu queria ser feliz?”.

 

A reposta era óbvia. Estavas mesmo de frente para mim e nem hesitei em dar-te um beijo. Insististe que te respondesse e afastaste-te como que tivesses a exigir a minha reposta. Mesmo assim senti que querias aquele beijo. E eu insisti ainda mais em tocar-te nos teus lábios com os meus. Pois era a minha resposta. Mas tu gostas de palavras. E eu fiz-te a vontade, com confiança e sem hesitar a minha resposta que certamente queria que fosses tu.

 

Aí sim, foste tu quem insinuou o beijo. Fiz a minha parte obedecendo ao sinal. Esse sinal de que o querias tanto ou mais do que eu. Agora éramos só tu, eu, nós e os nossos lábios colados. Saboreando-nos um ao outro de uma forma intensa, como se o dia acabasse ali. Ou não, seria mais como se eu não quisesse que o dia nunca mais acabasse. Pelo menos naquele momento. E tu também não.

 

To be continued…

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3 comentários

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De blue258 a 03.09.2010 às 15:11

la la la la la
aquela coisa é linda, aquela, que tu não queres sequer ouvir falar ;)
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De CesarLopes21 a 04.09.2010 às 02:35

la la la la.... nem a posso imaginar tal é a minha desacreditação por tamanho sentimento!
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De blue258 a 07.09.2010 às 01:52

pfffff
vai à luta. arregaça as mangas e vai à luta. querer fugir dele é como querer fugir ao confronto para não te esfarrapares todo. quando isto só vale a pena se nos esfarrapamos.

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