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Conversas de um gajo sem interesse!!


13
Out10

Na linha... de trás!

por CesarLopes21

Na linha… de trás!

 

Hoje, dia 13/10/2010, passou na RTP no programa “Linha da Frente” uma reportagem acerca do desemprego a contrastar com a falta de mão-de-obra em alguns sectores. Sejam eles os Têxteis, Calçado e Restauração! E às custas dos comentários, infelizes, de 3 ou 4 empresários, e também alguns trabalhadores, fiquei extremamente indignado e também ofendido. Em alguns momentos ouve-se expressões como:

 

- “Os desempregados não querem trabalhar porque preferem estar a receber pelo fundo de desemprego a ter que trabalhar e receber o mesmo!”

 

Ouvindo isto fiquei extremamente danado, aliás fodido para dizer a verdade. Eu estou desempregado e não me vejo naquele papel. No entanto não defendo quem faça trapaça com o dito subsídio, como foi referido na mesma reportagem.

 

Mas a questão aqui é ainda mais relevante quando se trata de:

 

1º - Estar desempregado não é porque a maioria quer. A maioria está porque foi obrigada. Porque empresários, como alguns que surgiram na referida reportagem, não têm qualificações para gerir a própria empresa, acabando por levá-las á falência!

 

2º - Em detrimento, as empresas apostam pouco na formação, nas qualificações das pessoas que pretendem contratar. Vai daí que pagar o ordenado mínimo é a prova da falta de mentalidade destas bestas!

 

3º - Receber subsídio de desemprego é chato. Para além de corresponder apenas a 65% do ordenado que se recebe na empresa que nos colocou no desemprego, é meramente para suprimir despesas de primeira necessidade. Logo, com a falta de mobilidade, a insegurança profissional, as condições laborais, um gajo tem de pensar, não uma mas pelo menos dez vezes.

 

4º - Ouvi trabalhadores indignados com a malta que está desempregada. Não os chamaria invejosos, mas não lhes desejo este castigo!

 

5º - A reportagem não mostrou as condições em que estes empresários vivem! É que em alguns sectores, têxteis e calçado, eu via empresários de Felgueiras e Vale do Ave a fazerem-se conduzir com automóveis topo de gama. Já não os vejo porque essas empresas, geridas por pessoas sem qualificações, foram á falência, deixando muitas pessoas desempregadas, sem os seus direitos e muitas vezes sem mesmo o subsídio, pois os descontos á segurança social nem sequer estavam a ser feitos!

 

6º - Para concluir, muito me admira que a RTP tenha feito esta reportagem sem sequer ouvir as duas partes. Sem sequer tentar perceber o que é que estava a ser feito por estes empresários para dinamizar as suas ofertas. Nenhum deles procurou lançar a proposta num jornal, ou até mesmo numa empresa de recrutamento. Ou num site da internet, dos próprios. Foram de forma deliberada ao recurso “exército de reserva” que é o IEFP.

 

A ver pelas propostas de emprego que tenho visto no site do IEFP, a mediocridade tem limite. E muito mais me indigno quando a mesma instituição permite esta falta de vergonha.

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